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"Te escrevi uma carta, mesmo sabendo que você nunca vai ler."

Resolvi escrever essa carta, porque você nunca entende o que eu falo, ou talvez não procura entender. Mesmo sabendo também que você nunca vai ler.

Eu te quis ao meu lado, lutei até por 10 minutos contigo, talvez porque apenas ver seu rosto de perto me satisfazia. Estranho, depois de um tempo, a gente se pergunta porque insistimos tanto. Mas creio que se fazer essa pergunta é ainda melhor do que imaginar “como teria sido se tivesse tentado”. E está aí uma coisa que eu fiz por tanto tempo: “tentar”.

– Eu tentei fazer com que você me encaixa-se na sua vida. Eu tentei mostrar que eu era uma pessoa boa pra você. Eu tentei por várias vezes parar de te querer. Eu tentei até mudar o meu eu, pra ver se conseguia lidar com você. Eu tentei ir embora pra nunca mais voltar. E tentei mais ainda, resistir à tentação de voltar. Ainda continuo tentando tanta coisa. Mas agora é diferente.


Por muitas vezes sumi, mas acabava aparecendo quando você me buscava. E depois? Depois me deixava de canto de novo. Porque? Não sei. Eu não sei de tantas coisas.
Ainda ouço nossa música e é impossível não lembrar de você, mas agora sem desejo. E você? Você nem sabia que tínhamos uma música né? Eu nunca te contei, porque nem músicas você escuta.


Que boba eu né? Me esforçar tanto pra tentar fazer parte da sua vida, sem entender que: quando alguém nos quer, a gente simplesmente começa a fazer parte de tudo, sem ter que pedir pra isso.
Que boba eu né? Imaginar que poderia dar certo no final, sendo que o final chegou a tanto tempo e eu nem dei conta.
Que boba eu né? Querer curtir a vida do lado de alguém que simplesmente nem se preocupa em curti-la.


Não me leve a mal, você é uma boa pessoa, só demorei um pouco pra perceber que você não fazia bem pra mim… E foi aí, nesses momentos em que parei pra me perguntar o porquê de insistir em ser tão boba, que a felicidade abriu uma porta, me convidou pra entrar, e sem pensar duas vezes, eu me atirei lá dentro.

Teimosa, eu insistia em acreditar que felicidade eu só teria se tivesse você comigo.
Me enganei! Mas finalmente abri os olhos e vi que se eu tivesse conseguido o que eu tanto queria, eu poderia ter tudo, menos a bendita felicidade. Porque ela só é verdadeira quando simplesmente acontece. E não quando é cobrada.


E aconteceu! Do dia pra noite, assim, sem mais nem menos, Deus soprou aos meus ouvidos Seus planos e colocou na minha frente uma felicidade simples de decifrar, que por sinal, carregava no sorriso uma beleza que era impossível não reparar. Um olhar que é impossível não se tremer discretamente.  E uma voz que …

Déborah Ferreira

Menina de 21 anos, que odeia drama, exceto as suas. Um dia um poço de meiguice e fofura e em outros fria e calada. Que fez do caderno e da caneta seus melhores amigos, e do livro o seu companheiro até o fim. Aprendeu a transformar suas experiencias em textos, por não conseguir muito desabafar com pessoas. Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria! Quem gosta de leitura, nunca se sente sozinho. ♥

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